segunda-feira, 2 de junho de 2014

Produtores rurais de pimentão estão lutando para diminuir níveis de agrotóxicos

Diminuição no uso de agrotóxicos por produtores rurais de pimentão:

Depois que a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou os dados do PARA 2011/2012 (Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos), mostrando que os pimentões lideravam o ranking de alimentos contaminados com resíduos de agrotóxicos, os produtores sentiram no bolso os efeitos dessa notícia. 

O PARA monitorou 18 alimentos, de acordo com dados de consumo obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os alimentos foram abacaxi, alface, arroz, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, laranja, maçã, mamão, manga, morango, pepino, pimentão, repolho e tomate.

De acordo com o PARA, o pimentão foi o alimento que apresentou maior número de amostras contaminadas, com 84% de amostras contaminadas, inclusive apresentando agrotóxicos de uso não autorizado no Brasil.

Após a divulgação destes dados, os produtores tiveram uma queda na venda deste produto. Produtores de pimentão do Estado de São Paulo, após a diminuição nas vendas do pimentão, resolveram tomar uma atitude que está resultando em uma produção de pimentões mais saudáveis. Produtores da região de Lins e Pirajuí resolveram deixar de utilizar os agrotóxicos para o controle de pragas e começaram a fazer uso de controle biológico de pragas. O uso de uma calda de melaço de cana, farelo de arroz e água vêm se mostrando extremamente eficaz para o controle de fungos responsáveis por perdas na produção. 

Lembrando que o Brasil, desde 2008 é o maior consumidor mundial de agrotóxicos, atitudes como essas favorecem além do bolso do produtor, a saúde do consumidor. Afinal, não podemos esquecer que os agrotóxicos nada mais são do que venenos, que possuem ação nos invertebrados, mas que também podem provocar efeitos nocivos à saúde humana e animal.

A seguir, o link do vídeo da reportagem apresentada no Globo Rural do dia 25/05/2014.

http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-rural/v/em-sp-produtores-de-pimentao-se-esforcam-para-reduzir-a-quantidade-de-agrotoxicos/3367680/




quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Intoxicação alimentar por malathion no Japão

Contaminação por um pesticida em alimentos industrializados acabou provocando a intoxicação de milhares de pessoas no Japão. 

No final de dezembro a filial Aqlifoods do grupo japonês Maruha Nichiro Holdings revelou a presença do pesticida malathion em seus alimentos, como pizzas e croquetes. Algumas pessoas perceberam um odor forte nos alimentos e entraram em contato com a empresa. Os produtos foram retirados do comércio, no entanto milhares de pessoas acabaram ingerindo esse composto e apresentaram sinais de intoxicação como vômitos e diarréias.
O nível de contaminação do pesticida é muito alto, porém não se sabe de onde veio essa contaminação.

O malathion é um organofosforado que provoca efeitos neurotóxicos associados com a inibição da enzima acetilcolinesterase e efeitos mutagênicos e carcinogênicos. 


O link a seguir fala um pouco mais sobre a contaminação dos alimentos por malathion no Japão:

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Vamos falar um pouco sobre os organoclorados

Existem relatos de controle de pragas desde os tempos antigos. Em 1500 a. C, no Egito, encontram-se relatos sobre formulações contra pulgas e pragas no Papiro de Ebers. Já em 1000 a. C., na Odisséia de Homero, relata-se o uso de enxofre. Em 900 a. C., na China, há relatos do uso de arsenio para controle de insetos e assim até o início do século XX.

Na década de 1930, iniciou-se a era Moderna dos praguicidas orgânicos e sintéticos. O primeiro organoclorado sintetizado foi o HCH (hexaclorocicloexano), conhecido como BHC, porém, o primeiro inseticida "famoso" foi o DDT.

O DDT (diclorodifeniltricloroetano) foi sintetizado em 1873 por Othmar Zeidler, mas foi Paul Muller, em 1939 que o redescobriu, quando buscava um praguicida para controle de traças e percebeu então, que o DDT era eficiente contra outros insetos. Daí surgiu o termo "dedetizar".
Desde então, foi amplamente uttlizado para o controle de vetores e hospedeiros intermediários, no combate a malária, dengue, febre amarela, doença de Chagas e deste forma, Paul Muller recebeu o Prêmio Nobme de 1948.

O DDT foi tido por muito tempo como um praguicida ideal: baixo custo, alta eficiência e APARENTEMENTE, baixa toxicidade ao homem. Ajudou na resolução de problemas de saúde pública e intensificou a produção de alimentos.

Em 1970, foi proibido nos EUA, Canadá, Austrália e Europa. No Brasil, apenas em 1989 seu uso foi proibido, porém com algumas exceções.

E os motivos da proibição?


Os organoclorados, como o DDT, possui alta estabilidade, baixa hidrossolubilidade e alta lipossolubilidade.
Sob luz solar, podem formar compostos com estabilidade próxima ou ainda maios que o composto original. São pouco biodegradáveis, provocando uma grande contaminação ambiental.




Devido à sua lipossolubilidade, acumulam-se em proporções crescentes no tecido adiposo dos animais e são importantes na biomagnificação biológica.


Abaixo, seguem links sobre o uso do DDT, são vídeos que foram utilizados na divulgação do composto, vale a pena dar uma olhada.






Praguicidas e Doenças em Crianças

Abaixo um vídeo super interessante sobre praguicidas e doenças hematológicas e oncológicas em crianças. 
Um assunto tão importante, mas tão pouco falado e infelizmente, o lucro de muitas empresas parece ser mais importante que a saúde da população.


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

POPs - Poluentes Orgânicos Persistentes

Muitas pessoas não sabem o que são POPs, ou nunca ouviram falar...

Os Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) são compostos lipossolúveis, portanto, com a capacidade de se acumularem nos tecidos adiposos (bioacumulação). São resistentes à degradação do meio ambiente, acabam provocando enorme efeito nocivo na cadeia alimentar, atingindo os consumidores no topo da cadeia.
São compostos semi voláteis, o que facilita o seu aparecimento na fase gasosa e a capacidade de se adsorverem em partículas atmosféricas, facilitando o seu transporte aéreo por longas distâncias, pois podem se espalhar através de correntes aéreas e água;

Estudos da Universidade de Alberta - Canadá (2002) mostraram que os POPs já foram detectados em icebergs e todos das montanhas geladas ( Universidade de Alberta – Canadá, 2002);

Infelizmente, esses já são encontrados em todo o mundo, mesmo em regiões onde nunca foram fabricados ou manipulados.

Em 2001, ocorreu a Convenção de Estocolmo, onde foram escolhidos os 12 principais POPs, chamados de "The dirty dozen" (A dúzia suja). São eles:


Em junho de 2000, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA estimou que, por causa da exposição às dioxinas, pessoas que ingerem grande quantidade de comidas gordurosas correm o risco de desenvolver câncer em uma proporção maior do que 1 em 1000.

Abaixo, um link sobre os perigos da Dioxina e como preveni-los.

http://www.ecycle.com.br/component/content/article/35/1073-conheca-os-perigos-da-dioxina-e-como-preveni-los.html