sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Vamos falar um pouco sobre os organoclorados

Existem relatos de controle de pragas desde os tempos antigos. Em 1500 a. C, no Egito, encontram-se relatos sobre formulações contra pulgas e pragas no Papiro de Ebers. Já em 1000 a. C., na Odisséia de Homero, relata-se o uso de enxofre. Em 900 a. C., na China, há relatos do uso de arsenio para controle de insetos e assim até o início do século XX.

Na década de 1930, iniciou-se a era Moderna dos praguicidas orgânicos e sintéticos. O primeiro organoclorado sintetizado foi o HCH (hexaclorocicloexano), conhecido como BHC, porém, o primeiro inseticida "famoso" foi o DDT.

O DDT (diclorodifeniltricloroetano) foi sintetizado em 1873 por Othmar Zeidler, mas foi Paul Muller, em 1939 que o redescobriu, quando buscava um praguicida para controle de traças e percebeu então, que o DDT era eficiente contra outros insetos. Daí surgiu o termo "dedetizar".
Desde então, foi amplamente uttlizado para o controle de vetores e hospedeiros intermediários, no combate a malária, dengue, febre amarela, doença de Chagas e deste forma, Paul Muller recebeu o Prêmio Nobme de 1948.

O DDT foi tido por muito tempo como um praguicida ideal: baixo custo, alta eficiência e APARENTEMENTE, baixa toxicidade ao homem. Ajudou na resolução de problemas de saúde pública e intensificou a produção de alimentos.

Em 1970, foi proibido nos EUA, Canadá, Austrália e Europa. No Brasil, apenas em 1989 seu uso foi proibido, porém com algumas exceções.

E os motivos da proibição?


Os organoclorados, como o DDT, possui alta estabilidade, baixa hidrossolubilidade e alta lipossolubilidade.
Sob luz solar, podem formar compostos com estabilidade próxima ou ainda maios que o composto original. São pouco biodegradáveis, provocando uma grande contaminação ambiental.




Devido à sua lipossolubilidade, acumulam-se em proporções crescentes no tecido adiposo dos animais e são importantes na biomagnificação biológica.


Abaixo, seguem links sobre o uso do DDT, são vídeos que foram utilizados na divulgação do composto, vale a pena dar uma olhada.






Praguicidas e Doenças em Crianças

Abaixo um vídeo super interessante sobre praguicidas e doenças hematológicas e oncológicas em crianças. 
Um assunto tão importante, mas tão pouco falado e infelizmente, o lucro de muitas empresas parece ser mais importante que a saúde da população.


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

POPs - Poluentes Orgânicos Persistentes

Muitas pessoas não sabem o que são POPs, ou nunca ouviram falar...

Os Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) são compostos lipossolúveis, portanto, com a capacidade de se acumularem nos tecidos adiposos (bioacumulação). São resistentes à degradação do meio ambiente, acabam provocando enorme efeito nocivo na cadeia alimentar, atingindo os consumidores no topo da cadeia.
São compostos semi voláteis, o que facilita o seu aparecimento na fase gasosa e a capacidade de se adsorverem em partículas atmosféricas, facilitando o seu transporte aéreo por longas distâncias, pois podem se espalhar através de correntes aéreas e água;

Estudos da Universidade de Alberta - Canadá (2002) mostraram que os POPs já foram detectados em icebergs e todos das montanhas geladas ( Universidade de Alberta – Canadá, 2002);

Infelizmente, esses já são encontrados em todo o mundo, mesmo em regiões onde nunca foram fabricados ou manipulados.

Em 2001, ocorreu a Convenção de Estocolmo, onde foram escolhidos os 12 principais POPs, chamados de "The dirty dozen" (A dúzia suja). São eles:


Em junho de 2000, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA estimou que, por causa da exposição às dioxinas, pessoas que ingerem grande quantidade de comidas gordurosas correm o risco de desenvolver câncer em uma proporção maior do que 1 em 1000.

Abaixo, um link sobre os perigos da Dioxina e como preveni-los.

http://www.ecycle.com.br/component/content/article/35/1073-conheca-os-perigos-da-dioxina-e-como-preveni-los.html

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

VAGA PARA BIOQUÍMICO GRADUADO

Aberta vaga para Bioquímico graduado, para desenvolvimento de projetos do Centro Mesorregional de Excelência em Tecnologia do Leite do Norte Central - Londrina/PR.
Início em outubro de 2013, com carga horária de 40 horas e bolsa.

Edital 91/2013 em http://www.uel.br/portal/index.php?pagina=principal.php

Inscrições do dia 9 a 11 de setembro.

Maiores informações, entre em contato com o Laboratório de Toxicologia Veterinária - UEL.
Telefone 43-33715616

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Pesquisadores criam biossensor para detectar pesticida

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com colegas da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), criaram um sensor biológico (biossensor) que detecta em minutos, na água, no solo e em alimentos, a presença de um pesticida altamente tóxico que está sendo banido no Brasil, mas que ainda é usado em diversas lavouras no país: o metamidofós.

Abaixo o link com o resto da reportagem...

http://agencia.fapesp.br/17743


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Lagoa de Carapicuiba (SP) está contaminada por metais pesados

Estudos mostram que a lagoa está contaminada com Cádmio, Zinco, Cobre, Chumbo Mercúrio e Cromo e que o lençol freático da área também está contaminado.

http://noticias.r7.com/videos/lagoa-de-carapicuiba-sp-esta-contaminada-por-metais-pesados/idmedia/520ec3750cf25a7d43ff8ae3.html

O que vemos é um desinteresse do governo e de empresas, um descaso! E infelizmente não é a única área contaminada... Em breve vamos discutir a respeito dos danos causados por intoxicações por metais pesados e os motivos de tanta preocupação.

domingo, 18 de agosto de 2013

Resíduos de agrotóxicos em alimentos


Que bom seria se os alimentos que ingerimos não viessem junto com resíduos de agroquímicos, ou que pelo menos, viessem com resíduos em limites aceitáveis, mas estudos vêm sendo desenvolvidos para monitorar o uso desses produtos em alimentos.

Atualmente existe um Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), da ANVISA, com objetivo de avaliar a qualidade dos alimentos e implementar ações de controle de resíduos, em conjunto com órgãos de vigilância sanitária de 25 estados e Distrito Federal. A promoção da saúde através da ingestão de alimentos com qualidade e a prevenção de doenças crônicas são alguns dos objetivos desse projeto.

A Lei de Agrotóxicos e Afins nº 7802, de 11 de julgo de 1989, estabelece que os agrotóxicos podem apenas ser utilizados no país se registrados em órgão federal competente, de acordo com diretrizes e exigências dos órgãos responsáveis pelos setores da saúde, do meio ambiente e da agricultura.

O PARA fez o monitoramento de 18 alimentos: abacaxi, alface, arroz, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, laranja, maçã, mamão, manga, morango, pepino, pimentão, repolho e tomate, baseado em dados de consumo e disponibilidade de alimentos em supermercados, de acordo com o IBGE.

Segue abaixo o link do site da ANVISA, com os dados do PARA de 2010.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

BRASIL: Maior consumidor mundial de agrotóxicos

O crescimento da população e o aumento da demanda da produção de alimentos estão levando ao uso intensivo de agrotóxicos. E isso de certa forma, chega ao consumidor final.

Estudos vêm mostrando a presença de resíduos destes compostos em leite, frutas, cereais e outros alimentos, o que ao longo do tempo pode se tornar um grande problema. Algumas pesquisas já relacionaram ao uso de alguns organofosforados o desenvolvimento de câncer, assim como o aumento da incidência de tumores e leucemias em crianças.

Se a exposição das pessoas ao alimento com resíduos já pode causar doenças, imagine o que ocorre com aqueles trabalhadores que estão trabalhando diretamente com o produto, ou produtos, pois muitas vezes as formulações podem conter mais de um agente, juntando herbicidas com fungicidas, etc.

Comumente, os trabalhadores não fazem uso dos EPIs (equipamento de proteção individual) de forma correta, ou ainda nem os utilizam. É importante que essas pessoas passem por um treinamento e saibam a importância do uso dos EPIs, assim como as doenças que os compostos dos quais estão lidando podem causar, principalmente a longo prazo.

Abaixo, o link de uma pesquisa, mostrando que ocorreu alteração genética em trabalhadores de soja no RS.

http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2013/08/estudo-comprova-alteracao-genetica-em.html

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

TOXICOLOGIA VETERINÁRIA

Este blog foi criado pela equipe do Laboratório de Toxicologia Veterinária da Universidade Estadual de Londrina (TOXIVET UEL - PR). Temos como objetivo informar as pessoas à respeito de novidades,  divulgar notícias e assuntos referentes à Toxicologia e sua importância.
A equipe conta atualmente com 2 residentes e estagiários, supervisionados pela Profa. Dra. Daisy Pontes Netto.
Comumente nos deparamos com alguma situação de envenenamento de animais ou de contaminação de alimentos ou do meio ambiente, por isso a necessidade de se passar informações e esclarecimentos de dúvidas à respeito das notícias.

O Laboratório conta com um equipamento de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência e um de Cromatografia Gasosa, em fase de instalação, assim como também trabalhamos com a técnica de ELISA e Cromatografia em Camada Delgada.

Ficamos à disposição para contato,

LABORATÓRIO DE TOXICOLOGIA VETERINÁRIA - HOSPITAL VETERINÁRIO
DEPARTAMENTO DE MEDICINA VETERINÁRIA PREVENTIVA, UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA.
EMAIL: toxivet.uel@gmail.com
TELEFONE: (43) 33715616
ENDEREÇO: Rodovia Celso Garcia CID (PR 445 km 380) Campus Universitário
Cx Postal 10.011 CEP 86057-970 - Londrina/PR.